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Micro-Revolução de um ser Gritante

REVISTA JÁ, 05/01/2003
http://www.diariosp.com.br/novopesquisa/noticia.asp?Editoria=55&Id=234930

Denise Stoklos dirige 15 solos na capital

"Solos do Brasil", novo projeto da autora e diretora, estréia dia 9 no Centro Cultural São Paulo. São espetáculos criados por um grupo de 15 atores selecionados entre dois mil candidatos de todo o Brasil

Os paulistas vão poder conferir a partir de 9 de janeiro o trabalho de 15 atores-criadores, que se reunirão no Centro Cultural São Paulo, na Capital, para estrear "Solos do Brasil". A temporada do novo projeto da performer, autora e diretora Denise Stoklos vai até 2 de março, trazendo 15 solos divididos em quatro programas, com sessões de aproximadamente duas horas de duração. O projeto, patrocinado pela Petroquisa, tem como base o "Teatro Essencial", desenvolvido por Denise e que consiste na criação com o mínimo de efeitos em defesa da presença e da força viva do ator no palco.

O tema é "O Brasil" e tem como objetivo instigar a reflexão sobre os problemas do país. Cada um dos 15 artistas, selecionados entre dois mil candidatos, desenvolveu uma peça e, além de atuar, também vai fazer as funções de diretor, dramaturgo e coreógrafo. "O trabalho mostra o impulso da originalidade e da urgência dos atores-criadores em busca da liberdade diante de uma sociedade comprometida com valores superficiais e estagnados", acredita Denise.

Solos

Silvana Abreu, Miguel Rocha e Tiche Vianna abrem a temporada. Em "Micro-revolução de um Ser Gritante", Silvana aborda a questão do imediatismo nas escolhas. Rocha descreve e questiona atos de violência e racismo no solo "Eu Quero Ver o Sol Nascer Não do Jeito que Vejo". Em "Instrangeira", Vianna homenageia os guerreiros que enfrentam inimigos invisíveis no Brasil.

No segundo programa, Danilo Souto Pinho apresenta "Sui Generis Brasil"; Jaqueline Valdívia encena "Araponga Valdívia"; Jorge Baía revisa as incertezas em "Dedicatória"; Cláudia D'Orey exibe "Acorda (Junto ou Separado)"; e Fábio Vidal retrata os ciclos da vida, as contradições e a evolução em "Erê".

No terceiro ciclo, Simone Faro apresenta "Ecos"; Jô Rodrigues mostra "É Possível... É Possível, Sim"; Sílvio Paulino encena "Exclusão"; e Taynã Azevedo criou "Agorijá".

No último conjunto de solos, "Moro Solo", de Roberto Salles; "Oferenda aos Santos Excluídos", de Jefferson Monteiro; e "Carta de um Pirata", de Vinícius Piedade. (NK)