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O que você faria se pudesse ser você mesmo Quem assistiu à peça "Micro-revolução de um ser gritante", exibida ontem no Teatro Municipal, saiu no mínimo pensativo e reflexivo. O monólogo representado por Silvana Abreu é inspirado na obra de Clarice Lispector, "Paixão segundo G.H." e tenta instigar micro-revoluções em quem o assiste. "Micro-revoluções a respeito de algumas coisas que você não se dá conta, mas que o estão destruindo, destruindo o que você quer ser", ressalta Silvana. Para a atriz, a peça envolve reflexões políticas, que tentam fazer com que as pessoas abram os olhos. "Só assim será possível que todos percebam que estão sendo moldadas pelo sistema, e terão a chance de mudar tudo isso", ela comenta. O monólogo pretende fazer com que as pessoas notem as pequenas coisas que fazem contra elas mesmas, que as tornam o que elas não são. Ela ainda pretende fazer uma dramaturgia que quebre barreiras e crie surpresas. Silvana ministra a oficina "O ator em trabalho solo: a afirmação da própria extensão", que tem como objetivo desenvolver as potências expressivas do ator. Ainda pretende aperfeiçoar o artista para que ele não precise se apoiar em recursos externos, como cenários e textos. "Ninguém consegue fazer o que eu faço, do jeito que eu faço. Minha individualidade me torna insubstituível". Esta é a primeira vez que a atriz é responsável por uma oficina no Festival. "Esta sendo uma grande aprendizado".
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