|
Além das 18 peças da Mostra Contemporânea, o espectador do 12º Festival de Teatro de Curitiba é convidado ao desafio de garimpar jóias entre os 155 espetáculos do Fringe, que estarão em cartaz das 12h à 1h30, em 31 espaços alternativos de Curitiba - incluindo bosques, bares, parques e praças. Com ingressos variando entre o gratuito e 10 reais, compensa vasculhar o programa e sair atrás de informações sobre as montagens. Pois é possível deparar com obras-primas, como Hysteria, que os paulistanos do Grupo XIX de Teatro (grande ausência desta edição) estrearam no Fringe do ano passado, e que acabou se tornando um sucesso estrondoso em todo o País. A maior promessa deste ano também vem de São Paulo: Interior, musical encenado pelo grupo Teatro da USP, traz esquetes referentes aos anos 70, criadas a partir da vivência dos 13 atores - que reúnem desde vendedores de laranja a empacotadores de naftalina. A trilha sonora inclui sucessos do flower power brazuca, de Secos & Molhados a Rita Lee, executados ao vivo no palco. A peça estará em cartaz no Teatro José Maria Santos, de amanhã a segunda. A griffe mineira Galpão brinda a Mostra Paralela com O Homem que Não Dava Seta, com direção de Chico Pelúcio e dramaturgia de Luiz Alberto de Abreu, sobre a decadência da sociedade contemporânea. Outra montagem que está sendo bastante comentada é A Peça Didática de Baden Baden sobre o Acordo, um dos quatro espetáculos que a Cia. de Elevador Panorâmico traz a Curitiba, de amanhã ao dia 27, no Teatro Paulo Autran. "É a peça que as pessoas adoram ou odeiam. Tem bastante humor e, assim, o que é enfadonho fica interessante", comenta o diretor Marcelo Lazzaratto, que dirige seus alunos da Unicamp na adaptação do texto de Bertold Brecht. Ele traz ainda A Hora em que Não Sabíamos Nada Uns dos Outros e Loucura, na Mostra Contemporânea, e o monólogo Deu Maromba na Marona no Fringe. O teatro essencial de Denise Stoklos também está muito bem representado pela discípula paulistana Silvana Abreu em Micro-revolução de Um Ser Gritante, inspirada no livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector. Silvana assina texto e direção e atua. Em cartaz de amanhã ao dia 30 na Sala Kazuo Ohno. Os paulistanos mostram sua força ainda com Combustão Espontânea, de Vitória Verne com direção de Paula Coelho, ousado texto sobre jovens que realizam experiências radicais de purificação temperados a sexo, drogas e violência. O Paraná surge em boas mãos: o maringaense Ranieri Gonzales, que interpretou o atormentado Maurício na novela Esperança, encarna Vincent Van Gogh em Vermelho Sangue Amarelo Surdo, na Sala Londrina do Memorial de Curitiba, de amanhã ao dia 27. Os catarinenses da Persona Companhia de Teatro também comparecem com uma peça premiada - F., que recorre ao expressionismo para apresentar personagens inspirados no escritor tcheco Franz Kafka. No Mini-Guaíra de amanhã a domingo. Entre as montagens que estréiam amanhã, também há um boca-a-boca em torno de Commedia Dell'Arte Ensina a Fazer Sopa de Pedra, no Largo da Ordem, Cartas de Desamor, no Teatro José Maria Santos (em que o ator Luiz Brambilla vai se tatuar em cada sessão), Arrastom, no Teatro Experimental da UFPR e Volta ao Dia..., no Cleon Jacques.
|
|||||||||||||||||||||||||