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Do 'Pé do Lixo' para a arena dos monólogos Até roqueiro entra na disputa do 6º Festival Nacional de Monólogos, em Vitória. É que na noite de hoje, a partir das 19h, no Teatro Carlos Gomes (informações sobre horário no caderno Prazer & Cia), será apresentada a peça capixaba "O estranho e o cavaleiro", do Espírito Santo, com o ator Reginaldo Secundo. O rapaz também está à frente da banda Pé do Lixo, como vocalista. É de se esperar que, na platéia, também haja entusiastas do rock, entre estudantes de artes cênicas, atores e técnicos de teatro, principais categorias que têm lotado a noite do festival que vai até domingo. Na trama de "O estranho e o cavaleiro", texto do belga Michael de Ghelderode, Secundo é o vigia de um asilo abandonado, em ruínas. Espera que algo aconteça para mudar seu destino, enquanto caminha vagarosamente para a loucura sem volta. Concorre também hoje o espetáculo de dança "Diva", do Paraná, com performance de Maria Clara Faleiros, sob direção de Humberto Antonetti. O público tem a oportunidade de ver um trabalho ainda não estreado, onde a artista se utiliza de uma técnica de contato do corpo com o solo. Resta saber se dará para acompanhar tal impacto, já que da platéia do TCG é um pouco difícil vislumbrar o piso do palco. A programação desta sexta se encerra com a produção teatral "Micro-revolução de um ser gritante". A atriz Silvana Abreu, que também assina o texto e a direção, se inspira no texto "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector. Resumindo, Silvana interpreta a vida, o medo de carregá-la, a capacidade de se fazer escolhas e de se ter medo diante de qual caminho seguir. Lúdico O público tem lotado o Teatro Carlos Gomes. Portanto, é bom estar ao meio-dia na bilheteria, para garantir o par gratuito de ingressos. Na quarta-feira, "Verdadeiro ou falso", com Rachel Mendes, iniciou causando estranheza: a atriz, vestida de verde, entrou enigmática, numa postura de busca, dando risadinhas momentâneas. Mas ganhou a simpatia, ao abusar de um caráter lúdico, brincando com sapos, vara de pescar e pés-de-pato. A dança "De que são feitos os braços?", com Rodrigo Gomes da Silva, mostrou-se um deleite visual e de competência. "Frei Mulambo", com Rodrigo Campaneli, empolgou pouco. As tiradas do frei que iria anunciar o fim do mundo caíram num círculo de repetições, apesar do esforço de atuação
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