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Qualidade foi ponto alto do festival de monólogos O I Festival Latino Americano de Monólogos, realizado em Dourados, foi sucesso, em matéria de público e em qualidade de espetáculos. Selecionadas 12 peças entres as 78 inscritas, os jurados, muito bem escolhidos por sinal, Paulo Hesse, ator; Reinaldo Pueblas, ator e diretor; e o douradense Emmanuel Marinho, poeta e ator, tiveram dificuldades para escolher os melhores entre tantos bons. Sem dúvida, o espetáculo argentino que conquistou o primeiro lugar no festival, La Suplente, interpretado pela atriz Maria Rosa Frega, texto e direção de Mariana Moro, mesmo sendo falado em espanhol, conseguiu maravilhar a platéia. Com um talento cômico excepcional, Maria Rosa interpretou uma professora hilária que dispensava palavras para se fazer compreender. "Que ironia"! O jargão usado por ela pegou entre os artistas e técnicos que participavam do Festival. A segunda colocada, Micro Revolução de um Ser Gritante, interpretado por Silvana Abreu, uma atriz extremamente visceral e "cria" da grande Denise Stoklos, apresentou um texto de sua própria autoria, sobre a atual condição humana, suas escolhas e decisões, com uma sinceridade e verdade absolutas. Bem mereceu o segundo lugar. O terceiro lugar ficou com o brasiliense que apresentou Inderna de Intão, um espetáculo que traz a singeleza do povo goiano, que também encantou a platéia, já que temos também nossa origem também bastante telúrica. Extremamente competente, o ator Graça Veloso é um dos professores da Escola de Teatro, Dulcina de Morais, em Brasília. O projeto de Meire Milan, com certeza irá se repetir anualmente se o governo popular levar em conta o sucesso e a participação maciça da platéia douradense que lotou o Teatro Municipal todas as noites. Tônia Carreiro, maravilhou o público contando fatos simples da vida de gênios como Ruben Braga, que foi apaixonado por ela; Vinícus de Morais; Clarice Lispector, uma amiga inseparável; Nelson Rodrigues e Carlos Drummond de Andrade. Tive o prazer de "passar o texto" com essa diva de nosso teatro durante a manhã que antecedeu o espetáculo e pude perceber a generosidade de uma atriz que completa 56 anos de carreira e 80 anos de vida, fazendo amigos. Mais do que uma lição de vida, o espetáculo de Tônia Carreiro nos mostra a importância de ter amigos. "Só os amigos ficam para sempre", foi a mensagem. Amigos verdadeiros não são esquecidos nem depois da morte. Não vale a pena fuxicos, intrigas, calúnias entre pessoas que trabalham por uma mesma causa. Só os pequenos, invejosos e incompetentes são capazes de tal atitude. A única coisa que vale a pena na vida são as boas lembranças de atos generosos de nossos amigos. E amigos Tônia Carreiro sabe fazer. É diva porque é bondosa e humanista.
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