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'Olympia' domina Festival de Monólogos A premiação do 6º Festival Nacional de Monólogos teve gostinho mineiro. A cerimônia foi no último domingo, no Teatro Carlos Gomes, em Vitória. O monólogo "Olympia", de Minas Gerais, levou o maior número de estatuetas: três ao todo. A produção dirigida por Marcelo Bones e interpretada por Ângela Mourão voltou para Belo Horizonte com os prêmios de Melhor Espetáculo do Júri Popular, Melhor Figurino e o prêmio Destaque Fafi/Instituto de Arte e Cultura Capixaba (IACC). "É tanto prêmio que não vai caber no balaio de Olympia", exclamou, feliz, a atriz, referindo-se ao seu personagem, uma andarilha que virou lenda em Ouro Preto, com suas histórias fantásticas. A entrega dos prêmios ficou equilibrada entre os espetáculos "Microrrevolução de um ser gritante" (SP), "O coração delator" (SC) e a montagem de dança "De que são feitos os braços?" (MG). Cada um recebeu dois troféus. "Microrrevolução..." levou as estatuetas de Melhor Espetáculo de Teatro e Melhor Intérprete para Silvana Abreu. Emocionada, Silvana agradeceu a Denise Stoklos e à escola do Teatro Essencial, de onde saiu sua performance que tanto encantou o público. "Os prêmios são um incentivo para a gente continuar a batalhar no teatro", completou, dizendo que o festival foi uma excelente oportunidade para um intercâmbio com outros atores. O catarinense Jefferson Bittencourt assinou a direção e a iluminação de seu espetáculo, a peça "O coração delator". E subiu ao palco duas vezes para buscar os prêmios justamente nessas categorias: Melhor Iluminação e Melhor Direção. Na trama, um homem (interpretado por Renato Turnes) descreve com detalhes um crime hediondo praticado por ele e não dá provas de que se arrependeu. Bittencourt dedicou a vitória a sua esposa. A atriz Rachel Mendes, que ficou conhecida durante a semana como a "moça do sapinho", da peça "Verdadeiro ou falso", levou para Brasília o troféu de Melhor Cenário. Dança Pela primeira vez, na disputa de dança, o Prêmio de Melhor Espetáculo foi concedido a duas montagens: a baiana "Espera", de Karin Virgínia Girão Rodrigues, e a mineira - novamente - "De que são feitos os braços?", de Rodrigo Quik. "Espera" também ficou com o troféu de Melhor Intérprete. Karin já havia retornado a Salvador naquele domingo. O bailarino Quik voltou ao palco do Teatro Carlos Gomes mais uma vez para buscar o prêmio de Melhor Coreografia. "Foi a estréia desse trabalho, e fico feliz com o resultado", comemorou o artista. Também não perdeu tempo e brincou com o sotaque mineiro e as expressões da terra de Aécio, acrescentando "Um é bom! Dois é bom demais!", arrancando gargalhadas e ganhando a simpatia do público presente no teatro. Clima Segundo cálculos do festival, cerca de 3 mil pessoas participaram da maratona de monólogos. Nos anos anteriores, a marca chegava a 2,5 mil. A edição de 2003 foi boa, com a maioria dos espetáculos de muito bom nível. Quem foi a todas as noites mais comemorou do que reclamou. As pessoas encheram o TCG todas as noites e demonstraram atenção com o que era apresentado. A presença de muitos estudantes de artes cênicas na platéia mostrou que o interesse pelo teatro faz parte do cotidiano cultural de Vitória.
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