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6º Festival Nacional de Monólogos é marcado pelo equilíbrio A premiação do 6º Festival Nacional de Monólogos - Prêmio Cidade de Vitória mostrou o equilíbrio entre os concorrentes que se apresentaram durante o festival capixaba que terminou na noite de domingo (19). Dos 12 participantes, seis espetáculos receberam prêmios, mostrando o alto nível das peças encenadas. O espetáculo mineiro Olympia, de teatro, recebeu o maior número de estatuetas, três ao todo, de melhor figurino, prêmio destaque Fafi/IACC, e melhor espetáculo do júri popular. Mas os espetáculos O Coração Delator (SC); Micro-Revolução de um Ser Gritante (SP); Espera (BA); e De Que São Feitos os Braços (MG) receberam dois prêmios cada, além de Verdadeiro ou Falso (DF), que levou um prêmio (veja lista abaixo). A realização do Festival é da Secretaria Municipal de Cultura, do Instituto de Arte e Cultura Capixaba (IACC) e Escola de Teatro e Dança Fafi, com apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado, Rede Gazeta e Maely. A atriz Silvana Abreu, de Micro-Revolução de um Ser Gritante, ressaltou o incentivo que foi a premiação para que continue na luta, acreditando no teatro. Ressaltou também que gostou de estar em Vitória porque conheceu pessoas especiais e brilhantes, "batalhadores do teatro". E agradeceu a Denise Stoklos pelo incentivo. "Valeu Vitória!", gritou ela, ao receber os prêmios. A atriz de Olympia, Angela Mourão, afirmou que um dos melhores prêmios que pôde receber foi o de júri popular, que dividiu com o público presente ao Teatro Carlos Gomes. "O teatro é uma oportunidade de contar histórias. No balaio de Olympia, não vai caber tanto troféu", brincou a atriz, que recebeu três estatuetas. O diretor Jefferson Bittencourt, de O Coração Delator, de Santa Catarina, ofereceu seus prêmios à esposa; e Rodrigo Quik, de De Que São Feitos os Braços, disse que, como se fala em Minas Gerais, "Um é bom! Dois é bom demais!", ao receber os prêmios de melhor coreografia e melhor espetáculo - dança. Os vencedores do 6º Festival Nacional de Monólogos - Melhor Espetáculo de teatro - Melhor Intérprete - teatro - Melhor Espetáculo de dança - Melhor Intérprete - dança - Melhor Direção - teatro - Melhor Coreografia - Melhor Figurino - Melhor Iluminação - Melhor Cenário - Melhor Espetáculo no Júri Popular - Prêmio Destaque Fafi/IACC
Vitória O Festival registrou a participação de cerca de 3 mil pessoas pessoas em todo o evento, incluindo as apresentações no Teatro Carlos Gomes e as oficinas na Escola de Teatro e Dança Fafi. Nos anos anteriores, o número foi de, em média, 2.500 pessoas. A secretária municipal de Cultura, Luciana Vellozo Santos, também lembrou a importância do evento como a mola-mestra de troca de opiniões e de ensinamentos entre os participantes e como verdadeira aula de aprimoramento para os alunos da Fafi. "A tendência é o Festival melhorar e crescer cada vez mais", afirmou. Participação O Festival, aberto à participação de espetáculos de teatro e dança de todo o Brasil, recebeu inscrições do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A comissão de pré-seleção de dança foi formada por Bianca Corteletti - bailarina e diretora artística e Gil Mendes - coreógrafo e professor. Da de teatro participaram Collete Dantas - atriz e cenógrafa; Fernando Marques - ator, diretor e dramaturgo; e Renato Saudino - diretor de teatro. O júri oficial foi formado por Inês Bogéa, crítica de dança da Folha de S. Paulo, coordenadora do Grupo de Estudos no Centro de Estudos Maria Antônia USP; Carla van den Bergen, bailarina e coreógrafa; Jackson Antunes, ator e diretor; Andréa Penna, jornalista; Maurício Silva, diretor de produção e cenógrafo profissional. Realização O Festival vem sendo realizado desde 1998 pela Prefeitura de Vitória, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura. A idéia de realizar em Vitória um Festival de Monólogos nasceu há cinco anos, da cabeça do diretor Marcel Cordeiro. Depois, foram meses de trabalho para materializar o sonho na primeira edição do festival, em 1998. De lá para cá, o festival só foi tomando corpo e ocupando o seu espaço no cenário do teatro brasileiro. Ano após ano, mais Estados estão representados entre os concorrentes, e melhor fica o encontro. Os participantes ressaltam a importância do intercâmbio e de conhecer a Escola de Teatro e Dança Fafi.
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